quarta-feira, 24 de maio de 2017

Nature Boy

Hoje é um dos dias em que me sinto incapaz de fazer qualquer coisa. Hoje é um dos dias em que falto a todos os meus compromissos e permaneço parada, sem fazer nada produtivo. Mas hoje eu tomei uma decisão. Hoje eu vou começar algo e espero ter forças para terminar. Hoje eu vou criar uma playlist e compartilhar com vocês. Hoje ela começa, e no fim de ano, ela termina. Então hoje... essa é a primeira delas:


A música conta a história de um estranho garoto que vaga sozinho por terras e mares, e que mesmo sendo sábio, não tinha capacidade suficiente para livrar-se da tristeza.
Num dia desses em que a gente tem um fio de luz nos lugares mais sombrios, ele encontrou alguém com que pôde finalmente falar sobre muita coisa, e algumas delas até bobas demais para serem ditas a alguém. E no final do dia, quando ele precisou ir embora e tudo começou a ficar muito escuro novamente, ele achou importante avisar-la de que a maior coisa que você ira aprender
É a amar e ser amado.
Achei essa música por acaso, e o acaso as vezes insiste em se tornar uma finalidade costumeira. Eu ouvi ela por diversas vezes sem nunca pensar no motivo que me fez gostar tanto de tê-la em meus ouvidos. Agora, escrevendo sobre isso, acho que eu consigo me colocar no lugar do menino, que vaga sem ter um ponto certo no qual parar e que é inteligente em diversos mundos, mas que não consegue externar isso tanto quanto queria, fazendo eternizar por diversas vezes os mais diversos sentimentos sombrios. Mas, se pensar bem, acho que posso por vezes, ser a pessoa no feixe de luz em toda a escuridão que permeia o mundo de alguém. Vagando entre pontos incertos e atemporais, costumo encontrar outras pessoas que vagam sozinhas, e nossas conversas sempre tomam um rumo bobo, daqueles que nos faz esquecer que estamos sozinhos e perdidos no mundo. E sempre sinto que amar e ser amado são um dos principais motivos que prendem eu e os demais nessa vastidão sem fim. Eu espero que um dia, esse feixe de luz seja amplo e pleno para todos nós, para todos os meninos perdidos, para todo nature boy.
NickName: Wic

Uma carta

Não é justo, eu encontrei o amor
Ele fez-me dizer que
Volte, você nunca verá a luz do dia
Se eu não for forte, talvez consiga...
Eles me figuram como um filho da puta morto
Mas eu sou apenas um filho da puta que quer estar morto
$now Leopard com a liderança em sua cabeça
Me tornando um suéter
Putas me usam como sua merda de sua colcha
Eu serei a silhueta de um por do sol
Fume um cigarro enquanto eu compacto a minha depressão
Olhar diretamente para as luzes violeta fluorescentes me torna violento
Eu estou tentando conseguir o máximo possivel
Antes de ter uma overdose e morrer
As minhas costelas são nada além de uma gaiola vazia
Buraco negro no meu peito....
Big bang
Yung Plague na ponta da onda
Na minha cabeça parece que eu sou um convidado
Então eu vou jogar tudo fora
Porque quando eu morrer
Eu não serei nada além de decomposição em uma cova
Eu importo, mas eu não importo
Eu posso sentir meu crânio estilhaçando do falatório maçante
Cérebro espalhado na parede
Manchas cinzentas não dissolverão
Vai ter que pintar tudo
Sempre ostentando minhas emoções
Sobre como eu sou tão quebrado
Acha que eu estou brincando
Quando eu estou falando
Sobre explodir minha cabeça
Até o momento em que você chegar
E encontrar o meu corpo imóvel
pulsos de fenda
Pensamentos sobre o Slick continuam caindo em um poço aberto
Sempre queima minhas pontes
Porque eu cairia um pouco em valas
Se a vida é um jogo de polegadas Então meu pau tem sido a maior
E meu objetivo de foder o mundo Para morrer e culpar o meu vício
NickName: alone2001

Eu faço da minha vida um inferno

Oi, vou contar minha história já da metade, pois minha história já é chata se eu contar do inicio quem lerá?
Bom a algum tempo eu decidi viver e abri mão de todos os meus planos para o "dia perfeito", acredito eu ter tentado, até aqui, o máximo que eu vi de possível para que eu fosse feliz, porém é como se eu apenas ficasse adiando; pois a um tempo tenho, com ajuda da minha psiquiatra, descoberto o quanto eu tenho medo e o quanto eu renego o sentimento que eu sempre admirei e sonhei ter, o amor. Só depois de 2 anos agora percebi que eu sinto algo em especial por uma garota, mas nem sequer consigo falar pra ela nem imaginar nós dois juntos eu consigo. Já sonhei com ela 3 vezes na ultima semana sem contar o quanto eu penso nela no dia a dia, e mesmo com tudo isso eu reluto em aceitar apaixonar-se, literalmente eu sei o que sinto sei a dimensão que isso já chegou mas estou tomado por medo e não quero sair. Cheguei ao ponto de me sentir bem sozinho agora, mas eu sei que é tudo por tentar negar isso. Pra vocês terem uma ideia da gravidade que eu cheguei, a um tempo atrás eu tive depressão e um dos principais motivos pra ter tido isso era a certeza que eu tinha de não conseguir gostar de ninguém, e com várias visitas a psiquiatra descobri ter essa "paixão" em meu interior, mas pra que? não consigo falar pra ela, sinceramente só não choro porque já chorei demais. E o pior é que eu sei o quão minha vida é boa e o quanto eu tenho sorte, mas parece que eu não aceito ser feliz. Eu não sei se vão me entender mas pensem como seria ter medo da pessoa que você ama, não assim realmente dela, mas ao que ela pode fazer, até se ela aceitasse ter algo comigo eu me sentiria inseguro. Porque é gosta tanto de "ficar" e "viver" e eu não consigo nem imaginar como seria beija-la e os meus sonhos com ela são tão simples, eu não poderia faze-la feliz. Só escrevi aqui porque queria encontrar alguém que queira conversar....de qualquer forma se você leu até aqui obg.

NickName: カスティエル

Capítulo 5: Real ou não?

Se eu te perguntasse o que você fez hoje? Provavelmente você me diria algumas coisas sobre o seu dia, mas se eu perguntasse como sabe se isso é real, o que você me responderia?
O capítulo de hoje é sobre um buraco negro que eu abri na minha cabeça que se eu estender a mão eu consigo sentir lá no fundo da minha mente. E sobre a resposta dessa pergunta que eu lhe fiz (como saber se algo é real), a responderei com o decorrer do capítulo.
Seguindo a ordem cronológica, essa é a hora em que estou confuso, rebelde, com tanto a se dizer mas infelizmente minha capacidade de criar argumentos convincentes era ridícula.
Resolvi ligar o foda-se e impactar todos a minha volta da pior forma possível, deixei o cabelo crescer, comprei calças escuras, blusas de frio com estampas estranhas, anéis, pulseiras e tênis preto.
Era uma combinação perfeita de obscuridade e confusão, parte de mim estava satisfeito por conseguir demonstrar tudo que eu sentia na minha aparência, todos meus sentimentos estavam nítidos para qualquer um que olhasse pra mim.
Continuei saindo com meus amigos formigas, conheci pessoas, fiquei com um rapaz e as brigas em casa com minha avó foram crescendo exponencialmente.
Eu mentia aonde ia para não ser seguido, isso acabou criando uma ilusão na cabeça do pessoal que morava lá em casa, fazendo pensar que eu estaria usando drogas.
Passávamos dias sem nos falar em casa, e quando falava era brigas, copo sendo jogado no chão e palavras ofensivas mal pensadas. Até que meu avô bate na porta do meu quarto depois de um longo dia de discussões e pede para que eu dê uma volta no quarterão ou qualquer coisa do tipo.
Minha cabeça estava pulsando junto com meu coração e conseguia sentir a corrente de ar quente fluindo pra fora do meu nariz rapidamente, e quando eu achei que iria explodir ali mesmo, eu disse apenas : -Ok.
Vesti uma roupa, guardei outras peças de roupas em uma mochila e peguei a chave da porta.
"Esse é aquele momento em que não tem volta"' - Foi o que eu pensei em frente da porta...
"Vou ou não vou?" - Estava parado em frente a porta tentando repensar.
Eu não tinha ideia de onde ir, ou o que eu estava fazendo, toda a minha cabeça estava projetando minhas ações no momento em que elas aconteciam.
Antes que eu repensasse meus atos já estava destrancando rapidamente tudo. Eu sabia que agora que eu abri a primeira porta minha avó ja teria escutado, então era questão de segundos para que ela estivesse aqui.
Dito e feito, assim que eu abri o cadeado do portão, minha avó ja estava a poucos passos de mim, eu me lembro como se fosse hoje do braço dela se estendendo para agarrar minha mochila, com aquela expressão bruta no rosto.
Eu só virei o rosto e corri, corri como se algo me perseguisse naquela noite. Corri como se minha avó estivesse em cada esquina, corri como se estivesse tentando alcançar a aprovação de todos, corri como se minha vida dependesse daquilo.
Atravessei a cidade em 30 minutos. E ainda sim parecia pouco, Liguei para meu pai para que ele viesse me ajudar de alguma forma.
A expressão da minha avó estava no rosto de todas as pessoas que passavam alí, de tamanho medo que eu estava de ser encontrado e levado de volta pra casa.
Meus medos se transformaram em algo maior, as fantasias que eu criava no meu quarto vieram comigo na mochila e se tornaram real a cada passo.
Eu estava vendo vultos na escuridão do interior dos veiculos nas ruas, a falta de detalhe dos rostos sem olhos dava espaço para imaginar que talvez seja o vidro embaçado que causava esse efeito.
Travestis e homens de roupas largas passavam por mim me encarando, seguindo em frente mas olhando para trás sem dizer uma palavra.
Nunca tive religião, mas naquele momento tudo que importava era saber se eu estava sendo assombrado ou realmente tinha perdido a noção da realidade?
Bem, essa é a parte em que eu vou separar quem acompanha meus capítulos em dois: As que acreditam e as que não acreditam, mas pra mim não faz diferença, eu estou aqui para contar o que aconteceu e minha percepção sobre, não escrevo ficção, e outra... Porque desabafaria sobre algo que não aconteceu?
Um carro para do outro lado da esquina e descem 3 caras segurando armas de grande porte, mascarados e não notaram minha presença pois rapidamente me abaixei e escondi atras dos carros.
Eu estava ali, perdido, sozinho me questionando sobre tudo e todos.
Lágrimas escorriam pelo meu rosto e tudo que eu mais queria saber era até onde aquilo era real? Será que aqueles bandidos realmente estavam ali? Eu tinha que estar abaixado? Tinham mesmo algumas figuras fantasmagóricas me observando na escuridão? A uma hora atrás eu estava em casa escutando musica e agora estou aqui? eu realmente estou aqui?
Eram muitas dúvidas que eu tinha, nenhuma resposta, nenhum conforto, não tinha ninguém que sabia o que se passava na minha vida por completo, amigos da escola só me conhecia na escola, família só conhecia uma parte de mim, e se fosse pra eu morrer ali, tudo que fossem falar de mim  no meu funeral seria incompleto, seria superficial.
Mas minha morte ali era incerta, assim como talvez minha visão da realidade também poderia ser. É tão fácil pra você dizer que eu enlouqueci naquela noite e imaginei coisas, tão fácil quanto é pra mim dizer que você enlouqueceu hoje e não fez nada daquilo que eu te perguntei no início do capítulo. Mas o fato é que eu passei pelo que passei, seja real ou não.
E sobre a resposta da pergunta que eu fiz no início?
A resposta é simples: Não dá pra saber, é impossível saber se é realidade ou não quando se está dentro.

Cianeto


Meu nome é Cyanide, tenho 18 anos e acho q ja vivi mais tempo do que deveria, é muita coisa pra quem nem ao menos queria existir...

Bom, sou filha de pais super rigidos sabe, esses bem ditadores e bem conservadores, cheios de regras e de proibições, e em 18 anos não vivi de verdade. Comecei a ter pensamentos suicidas e não ver sentido na vida desde a pré adolescência, quando via que todos ao meu redor tinham uma vida bacana, saiam, se divertiam, tinham histórias pra contar e eu sempre fiquei presa, só frequentava a escola e nada mais.

Boa parte desse sentimento é culpa da forma como sou e sempre fui tratada pelos meus pais.

Acontece que isso virou algo pior, pq em algum momento essa situação poderia mudar, embora eu tenha perdido a adolescência e provavelmente perderia uma parte da vida adulta, poderia mudar, mas eu não vejo sentido sabe...Não vejo sentido em viver, em lutar, pq agora ou daqui 50 anos eu vou morrer, por uma doença, pela idade ou por suicídio em algum momento a minha vida vai acabar. E o que me pergunto é: pq não morrer agora? Por que passar por dores na vida se um dia ela acaba? Qual o sentido de tudo isso se não faz diferença no fim?

Odeio depender deles, odeio não poder fazer as coisas que quero, odeio a minha vida, e muitos podem dizer que é frescura minha, pois minha família tem condições financeiras boas, e claro posso ter as coisas materias que desejo... mas sabe, não tem felicidade nessa casa, não tem amor de verdade, e o dinheiro pra mim é algo podre, não traz alegria pra ninguém aqui...Não gosto de ser tratada como uma marionete, e eu não quero fazer nada de errado, só quero ser livre, viver, passear, coisas simples sabe? Quero ser eu, não ser oq os outros querem que eu seja, eu não tenho isso, nunca tive.

Houve uma época em que não me sentia tão mal assim, foi quando eu estava no 2° ano do ensino médio. Eu tinha amigos e a escola era um ambiente onde me sentia bem, onde eu ficava feliz, me afastei dos meus amigos no 3° ano por causa do meu namorado, acho que foi o meu maior erro...apesar de amar muito ele, eu sofro demais nesse relacionamento, eu perdi meus amigos e meu namorado não é oq eu preciso, ao lado dele me sinto sozinha, ter ele é o mesmo que não ter ninguém, e mesmo com todo o mal que ele me causa psicologicamente (assim como meus pais ele me priva de liberdade, e principalmente ele mudou a pessoa que eu era, eu gostava de mim e atualmente me odeio, não gosto da pessoa q me tornei, mas não consigo mais ser quem eu era antes) eu o amo e quero proteger e cuidar dele, e ao mesmo tempo queria meus amados amigos de volta...eles me faziam tão bem, e eu os magoei, nunca vou conseguir recuperar essas amizades :c

A morte pra mim parece bela, e não tenho medo dela, ainda não me matei por medo de dar errado sabe, de tentar fazer isso e continuar viva, talvez até com alguma sequela...

As vezes a gente se pergunta por que vive.

Sabe, particularmente não vejo motivos.

Muitos vêem motivo em viver pra cuidar de alguém que ama, pra buscar momentos felizes, pra realizar sonhos, pra ajudar as pessoas no geral, ser a diferença no mundo, etc...etc...

Eu não! Não vejo motivo em nada.

Posso ter momentos ruins e querer morrer pra não ter dor, e nas horas felizes quero morrer pra que o meu fim tenha sido bom. Em todo caso o que eu mais quero é a morte.

Não temo ela, pelo contrário, temo a vida.

A vida é cheia de obstáculos, decepções, angústias, frustrações e dores. Na maior parte do tempo é mais sofrimento do que alegria.

Eu me pergunto: qual a diferença de morrer agora ou depois? Tudo oq passei será apagado no momento da partida, e não vai fazer diferença se eu viver coisas boas ou ruins pq no fim, bem, será o fim...Não vai ter mais nada, não vai ter memória, não vai ter sentimento...entende oq eu quero dizer?

Ainda estou viva por medo, não medo de morrer, mas sim medo de tentar o suicídio e falhar...

Espero em breve estar nos braços da minha querida amiga morte, a única que pode me aliviar dessa angústia infernal que me persegue dia após dia, desde muito muito tempo.

Quis compartilhar meu sentimento pois sei que talvez aqui encontre pessoas que me compreendam e que se identifiquem com isso que acabei de expressar.

Um brinde à todos que assim como eu não vêm motivos pra viver, mesmo que a vida possa ser boa de alguma forma.

Ps: perdão se minha história ficou confusa, mas é muita coisa, e sabe, é difícil falar...